Atualmente, falamos muito em crises. Padecemos sob as crises na economia, crise energética, social, educacional, moral, ecológica e espiritual. Em meio a essas crises, destacamos a existência das empresas com seus empresários permeando o sucesso como única meta a ser atingida. Onde a produtividade do passado procurou aliar qualidade à velocidade da produção para poderem competir no mercado internacional; a ansiedade habita esse contexto. Produz-se mais e melhor, em pouco tempo, para vender mais e, assim, se pode adquirir bens e auferir lucros a partir do trabalho do operário. Entretanto, sobram operários, pois o crescente número de máquinas reduzem a mão-de-obra humana e aumentam a produção e conseqüentemente o lucro. O empresário pensa em lucros e, ao mesmo tempo, em competir. Precisa estar à altura, no mercado financeiro, da comunidade econômica da qual participa, o que o leva a ostentar opulência e a sofrer o medo dos reveses dos tempos de crise. Já as pessoas desfavorecidas economicamente encontram-se como as principais vítimas dessa sociedade de consumo, envolvidas na roda viva do ter que trabalhar mais e mais, incluindo tempo extraordinário para poder sobreviver e consumir os
bens que a sociedade tecnicista oferece. Trabalha mais e mais, para comprar mais.
O tempo passa e ele compreende que lhe falta cada vez mais. Falta tempo para viver mais e melhor com a família, falta o conforto tão almejado. Antes disso, ressente-se da falta do essencial: moradia, salário digno e boas condições de trabalho. Em meio a ostentação na vida de empresários e as privações de recursos na população desfavorecida economicamente, refletimos sobre a ética do sucesso, do “tirar vantagem de tudo”, numa sociedade de consumo com as atuais características que leva a crises profundas, instalando-se um mundo novo, mundo das incertezas, dos blocos econômicos, da redefinição da ordem mundial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário